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09/10/2015 - 00:39:25

Criador de mangalarga de Mogi afirma ter bom retorno com a raça

Cada embrião da raça de cavalo custa em média R$ 20 mil. Animais são avaliados principalmente pelos membros inferiores.

Apesar dos investimentos na criação de cavalos serem altos, mas dependendo dos animais os ganhos compensam. É o que diz o criador Geraldo Santos Castro Filho. Segundo ele, os animais da categoria mangalarga são valorizados no mercado, que é altamente exigente e competitivo.

Os mangalarga são conhecidos pelo modo de trotar e no galope. "Um bom galope é um galope fácil, elástico, bem progressivo e um galope equilibrado. ELe tem que andar com o pescoço e a cabeça bem colocados. A gente olha muito no galope a facilidade de trocas, quando você vira o cavalo de direção, ele tem que trocar os membros de forma eficiente e elegante", explica Filho.

Para atrair os jurados de concursos, os animais também precisam ser bonitos. Os atributos são cabeça, orelha e troncos bem formados, além de harmonia em todo o resto do corpo. "A parte debaixo é que está a sustentação. Tudo o que ele for produzir está sustentado nos membros. Então ele precisa ter membros fortes, tendões limpos, articulações bem feitas e bem constituídas. Tudo tem ligação no cavalo. A amplitude de passada está relacionada com os ângulos da paleta, braço, antebraço e canela.

Há quatro anos Renan Scararo decidiu retomar a criação de mangalarga, que já é uma paixão na família. Ele preferiu um tipo específico dentro da raça, os que têm pelação escura. "A pelagem preta é um pouco mais rara, e a gente escolheu por um gosto. A gente tem vontade de melhorar a pelagem, trazer a qualidade dos alazões, que é maioria na raça, para a pelagem preta", explica.

Um galpão na propriedade é utilizado apenas para os cruzamentos, no local os animais ainda são separados em baias espaçosas, entre machos e fêmeas, já que o bom desenvolvimento dos animais depende também da atenção com as instalações.



"Eu acho importante o animal ser abrigado com segurança, ter proteção contra vento e contra sol. Ter um pé direito alto, para evitar que o cavalo bata a cabeça no teto, porque ele levanta. Um cocho apropriado para água, e outro para a ração e, às vezes de sal mineral"  aconselha o veterinário Marcelo Oliveira Lima.

A alimentação da raça deve priorizar as proteínas até quando os animais completam um ano e meio, época em que atingem 70% do crescimento. A suplementação alimentar deve levar em conta o que cada animal precisa nas diferentes etapas da vida.

"A base da alimentação do cavalo é o volumoso. E isso a gente pode utilizar através do feno, do capim cortado, fresco. Esse feno é distribuído de acordo com o tamanho do animal. Um animal come de dois a três pastos de feno por dia, tentando suplementar o que ele comeria no pasto, acompanhado de ração duas ou três vezes por dia, dependendo do animal", explica Marcelo.

O retorno com a série de cuidados com os animais vem com venda dos embriões, que custam em média R$ 20 mil, já um magalarga adulto pode chegar a R$ 600 mil. A maior parte das vendas do animal no Brasil acontece em leilões.

"É um cavalo muito gostoso de cuidar. Ele é dócil. Eu acho assim que se você tem essa vontade de criar, esse gosto por cavalos. Você tem que colocar o prazer e os cuidados na frente, e depois procurar uma mão de obra especializada, ajuda técnica e a associação dá muito isso para nós criadores, que nos ajuda a ter uma criação legal. Nesses quatro anos cuido de cavalos eu tive boas experiências, fiz bons amigos e é sempre muito prazeroso", finaliza Renan.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/mogi-das-cruzes-suzano/noticia/2015/09/criador-de-mangalarga-de-mogi-afirma-ter-bom-retorno-com-raca.html



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