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07/11/2016 - 14:13:09

Manifesto em favor das provas equestres e do Agronegócio

O caipira se modernizou e fez de seu árduo trabalho o sustento de uma enorme cadeia econômica-social, sempre valorizando a ética e a moral, preservando a fauna e a flora

Um país que dá certo. Assim pode ser definido o mercado agropecuário brasileiro. Um setor sério, idôneo, que se autorregula, haja vista que serve de modelo em produtividade e desempenho ao resto do mundo, inclusive sendo referência a países desenvolvidos. O caipira de outrora, hoje, está moderno e fez de seu árduo trabalho o sustento de uma enorme cadeia econômica-social, sempre valorizando princípios éticos-morais, preservando a integridade da fauna e da flora com muito respeito e amor.


Amor, respeito e gratidão - a relação homem x cavalo engloba tais sentimentos

Quero abordar aqui os bons tratos e os cuidados com os quais os homens do Agronegócio, especialmente da indústria equestre, tratam os animais. É repugnante ver o setor sendo constantemente atacado por pseudoativistas, que usam de meios espúrios para desqualificar uma atividade que, repito, é modelo para países de primeiro mundo. Usem sua verborragia cheia de vícios e manias, com ideologias sem sustentação, aos setores que não funcionam!* Deixem esta ínfima parcela do Brasil que dá certo àqueles que realmente entendem do riscado, que rodam o país de cabo a rabo, conhecendo todas as mazelas e agruras do sofrido povo brasileiro, não ficando apenas sentados em frente a computadores, debaixo do ar condicionado, nos grandes centros urbanos. O Agronegócio é feito por pessoas abnegadas e batalhadoras, que enfrentam de peito aberto todas as dificuldades de se produzir no Brasil.

Não gostaria de tratar aqui dos números desta indústria, pois isto já seria o suficiente para inibir todo e qualquer levante contra o Agronegócio. Quero falar sobre a responsabilidade do produtor, tanto do pecuarista – que trabalha sempre visando ao bem-estar animal, como do agricultor – que investe alto em técnicas e tecnologias para aumentar a produtividade num menor espaço de terra, tendo como premissa a preservação do verde e da água.

De qualquer maneira, a título de contextualização, vale o apontamento de alguns números desta seara que é orgulho nacional, a parte que funciona de um Brasil caído ao chão de joelhos, lastimavelmente quebrado. Segundo dados do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o rebanho verde-amarelo é de aproximadamente 200 milhões de cabeças, sendo o maior do mundo. Estes animais estão espalhados em 170 milhões de hectares de terras, do Oiapoque ao Chui, uma vez que a Pecuária é a única atividade que está presente em 100% dos municípios brasileiros. O país é o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, com produção anual de 09 milhões de toneladas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O consumo de carne bovina per capita é de 40 Kg, estando à frente de diversos países desenvolvidos. O Brasil é líder em exportação, assegurando ganhos de US$ 6 bilhões ao ano. Diretamente, a Pecuária emprega mais de 07 milhões de pessoas. E os subprodutos do abate servem de matéria prima para dezenas de outros setores. 

Como aponta o novo material de promoção da Minerva Foods, a Pecuária ajuda a manter preservadas 61% das áreas originais de floresta, enquanto a média mundial é inferior a 25%. Logo, a produção nacional é socialmente justa e ambientalmente responsável. Ainda em termos de contextualização, a indústria do cavalo cresceu quase 12% ao ano na última década. Em 2006, o faturamento foi de R$ 7,5 bilhões e, em 2015, este número saltou para R$ 16 bilhões. A Equinocultura já é maior do que diversas indústrias primárias, tais quais, feijão, trigo, laranja e algodão. Em relação a postos de trabalho, o setor emprega 600.000 pessoas diretamente e mais de 3.000.000 indiretamente. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Brasil existem 5,5 milhões de equinos, sendo o quarto maior plantel mundial – Estados Unidos (9,5 milhões); China (6,8 milhões), e México (6,3 milhões).

Ainda falando da pujança do Agronegócio, o levantamento da safra 2015/2016 divulgado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), aponta que a produção brasileira de grãos totalizou 186,4 milhões de toneladas – “o verdadeiro celeiro do mundo”.

Contra fatos não há argumentos. Os números do Agronegócio brasileiro falam por si. Filho bonito todo mundo quer! Fica fácil atacar pedra em árvore que dá frutos… Mas o foco desta Coluna é falar sobre os bons tratos. Como diretriz para a avaliação das práticas de manejo, o Conceito das Cinco Liberdades, criado na Inglaterra em 1965 serviu como norte para a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) estabelecer que “bem-estar significa um animal que está seguro, saudável, confortável, bem nutrido, livre para expressar comportamentos naturais e sem sofrer de estados mentais negativos, como dor, frustração e estresse”.

Livre de preconceito e despido de certezas absolutas, reconheço que o momento é oportuno para a discussão. Vivemos um momento muito chato no Brasil. Ou você é negro ou é branco. Ou você é de Direita ou é de Esquerda. Ou você é rico ou é pobre. Calma! O radicalismo não é inteligente. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra! Bom senso, ponderação e serenidade são fundamentais para um diálogo coerente, que culmine em entendimento.

Condeno veementemente a proibição de determinadas modalidades esportivas equestres. Regulamentar? Sim! Proibir? Não! Sou favorável à padronização do bem-estar animal, principalmente em relação às cadeias produtivas. Isso envolve códigos morais e éticos. Agora, em se tratando de provas equestres, eu digo com todas as letras: não há maus tratos! Falo com a propriedade de quem vivencia este meio desde a infância. Sempre ressalto que o cavalo é o melhor amigo do homem. Ele é mais sincero até mesmo do que o cachorro. Quando não gosta de você, ele murcha a orelha, dá um chega pra lá com a cabeça e até manda o pé. Mas se ele gosta de você, aquele ser enorme de 500 Kg torna-se um parceiro fiel, entregando-se totalmente à relação, sem reservas, estando pronto a ficar ao seu lado sob qualquer condição. Como sei disso se o cavalo não fala? Ora, como nos comunicamos com cegos, mudos e surdos? Há centenas de anos aprendemos a nos comunicar de diversas formas, seja por gestos, sons, sinais…


O jornalista Marcelo Pardini com o garanhão Gualicho Fly – amor expresso em gestos e não em palavras
Foto: Nelsinho Servilheira

Engana-se quem pensa que o mercado equestre é excludente, sendo dominado somente por abastados. Pelo contrário, hoje a base deste setor é preenchida por pequenos empresários e profissionais liberais, sendo boa parte destes oriundos dos grandes centros urbanos. O motivo principal deste envolvimento? O amor pelos animais! Tenho diversos amigos que comprometem boa parte de seus ganhos mensais com os equinos, pelo simples fato de tratarem bem daquele animalzinho que a família toda tanto ama. Sem falar na Equoterapia, disseminada em diversas regiões do país, trabalho que tem o cavalo como agente principal no tratamento de diversos distúrbios e doenças do homem.

Encerro afirmando que o meio do cavalo é o melhor formador de caráter que existe para as crianças. Nas provas equestres, você aprende a ganhar e a perder (senso de humildade); esforça-se nos treinos (disciplina); doa-se nos cuidados para com os animais (altruísmo); lida com peão e patrão (hierarquia); aprende a interagir com outro ser (amor, respeito e gratidão).

*Como dito anteriormente: aos pseudoprotetores recomendo bradar pelas seguintes frentes:
1. Reforma política – tem cabimento os atuais gastos vultosos com a máquina pública?
2. Educação – apoio às crianças e adolescentes nas decadentes escolas públicas.
3. Violência – atuação junto às polícias, visando a reduzir a criminalidade, bem como punir devidamente os bandidos. Exemplo de dualidade: Pichação? Crime! Grafite? Arte! Então, vão fazer trabalho voluntário nos presídios, principalmente naqueles em que há superlotação, onde os presos são confinados em situação péssima, degradante, em nada parecida com o conforto dos animais do Agro.
4. Emprego – trabalhar no incentivo aos mercados que geram poucos postos de trabalho, diferentemente do Agro. Apoiem e incentivem a formação de mão de obra qualificada, tão escassa no meio rural.
5. Saúde – sejam voluntários em hospitais. Levem alento e carinho aos que estão desenganados. Assistam crianças que foram abandonadas. Deem novas chances à vítimas das drogas. Protejam idosos largados em asilos desprovidos de conforto. Tenham Fé. Ajudem o próximo. O ser humano suplica por ajuda.
6. Meio Ambiente – ajudem os fazendeiros nos combates ao fogo e às demais intempéries, bem como nas disputas com invasores de terra.
7. Abandono – trabalhem na captura de cães, gatos, cavalos e demais animais que vivem no abandono, principalmente nas metrópoles. Deem atenção e carinho a eles – bons tratos. Sigam o exemplo do Agro.

Fonte: Portal Info Horse



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